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Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná


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Policial Civil

Policiais protestam contra a reforma da previdência

A quarta-feira (8/2) foi marcada por protestos em todo o País, contra a reforma da previdência proposta pelo presidente de Michel Temer, por intermédio da PEC 287/2016. Nas capitais as manifestações aconteceram em frente às Assembleias Legislativas e em Brasília, onde cerca de 10 mil Policiais Civis, Federais, Rodoviários, Bombeiros, Agentes Penitenciários e Guardas Municipais, entre outros integrantes da União dos Policiais do Brasil (UPB), exigindo que todos os profissionais de segurança pública sejam retirados da proposta do governo.

O Dia Nacional de Mobilização dos Servidores da Segurança Pública em Curitiba foi realizado na frente do Palácio Iguaçu, onde os organizadores reuniram cerca de três mil Profissionais da Segurança Pública. Lideres sindicais fizeram seus discursos em defesa da aposentadoria dos policiais, que arriscam suas vidas diariamente para que a sociedade viva mais tranqüila. “Estamos mobilizados em todo o País, para garantir que nossos direitos policiais não sejam alijados, em oposição à PEC 287, para garantir a nossa paridade e integralidade. Não queremos que os governos paguem as suas dívidas com as nossas vidas”, declarou Elter Taets Garcia, diretor do Sinclapol.

Em Brasília, por volta das 18 horas, os policiais tentaram entrar na Câmara Federal e houve princípio de tumulto, inclusive com o uso de spray de pimenta. Após o incidente, no início da noite os manifestantes foram recebidos no auditório Nereu Ramos. Líderes da UPB, que foi criada para lutar contra a reforma, afirmam que pode haver uma greve geral caso a categoria não seja retirada do texto. A possibilidade será discutida entre os policiais na próxima terça-feira (14/2), quando a comissão especial que trata da matéria na Câmara deve começar a se reunir.

Além dos milhares de policiais que vieram em caravanas de vários estados do Brasil, cerca de 15 deputados federais saíram da Câmara para se unir à manifestação. Até parlamentares da base aliada garantiram apoio aos policiais, como Alberto Fraga (DEM-DF), coordenador da chamada "bancada da bala".

"Levamos spray de pimenta na cara, mas isto faz parte da luta", disse o Presidente do Sinclapol e Vice da Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol), André Gutierrez.

Um dos organizadores da manifestação, Janio Bosco Gandra, Presidente da Cobrapol disse: "O presidente Michel Temer já sabe do que nós somos capaz de fazer. Não aqui, mas no Brasil todo", finalizou.